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Localização: da liquidez a sustentabilidade

A localização é fundamental na valorização imobiliária, fator fundamental de sustentabilidade e qualidade de vida para moradores.

Por: Ângela Petroli, arquiteta da Âmbar Arquitetura

Antes mesmo da elaboração do projeto e execução de uma edificação, existe uma questão relevante a ser pensada: a escolha do terreno. A localização de uma edificação reflete na liquidez dos imóveis, seja para a construtora ou para uma futura revenda, bem como na classificação de sustentabilidade e na qualidade de vida dos futuros moradores.

E você sabe qual a relação da localização com a sustentabilidade e qualidade de vida?

Toda edificação localizada em um Bairro com boa infra-estrutura de serviços e equipamentos é vista como sustentável, sendo a localização considerada um benefício direto por vários estudos na última década. Para que uma edificação obtenha, por exemplo, o selo de certificação do Green Building Council Condomínio, existem algumas diretrizes que devem ser atendidas no quesito localização. Entre elas estão:

  • terrenos já ocupados anteriormente, ou que pelo menos não possua vegetação nativa (para que não haja modificação da vegetação e bioma naturais de terrenos em áreas menos urbanizadas);
  • existência de redes de abastecimento de água, esgoto, luz;
  • facilidade de ligação com outros pontos importantes da cidade;
  • quantidade de equipamentos urbanos x distância da edificação;
  • proximidade com transporte público.

A quantidade de equipamentos existentes dentro de uma distância entre 500 e 1.000m da edificação é pontuada para o recebimento desse selo, sendo os principais equipamentos considerados: escola, creche, farmácia, banco, academia, lavanderia, restaurante, supermercado, correio, delegacia de polícia, parque, templo religioso, comércio ou serviços gerais.

Todos esses equipamentos citados, quando próximos a edificação, garantem maior facilidade de locomoção para os moradores, permitindo inclusive o deslocamento a pé para atendimento das necessidades básicas. Outros 3 pontos que influenciam na decisão de diminuição do uso de carros em detrimento a caminhadas para deslocamentos no próprio bairro são: a topografia, a arborização das ruas do Bairro e a relação da própria edificação (entrada e saída das pessoas) com o espaço urbano.

No que diz respeito a topografia, quando localizadas em áreas de relevo acidentado, os deslocamentos a pé são prejudicados mesmo com os equipamentos estando próximos. Um bairro que possui áreas mais planas permite além dos deslocamentos por necessidade, a prática de atividades físicas ao ar livre: caminhadas, corridas, andar de bicicleta. Práticas essas que melhoram a sensação de bem-estar e a saúde das pessoas.

No que diz respeito a arborização e a relação da edificação com o espaço urbano, quanto mais contínua e amigável a transição, bem como o menor uso de elementos que bloqueiem essa relação público x privado, maior a sensação de segurança. Isso gera bem-estar e propicia a caminhabilidade do Bairro, conferindo às pessoas menos tempo desperdiçado em locomoção, maior facilidade na rotina diária e maior sensação de pertencimento ao local.

Um Bairro em que as pessoas circulam a pé, possui melhor qualidade do ar, interferindo diretamente na saúde dos moradores, bem como diminui os custos com transporte. Bairros que as pessoas se apropriam do espaço urbano são Bairros mais vivos e seguros, o que gera maior qualidade de vida aos futuros moradores!

 

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